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a minha filha / 12 POSTS ENCONTRADOS

Já pensou em que resultado espera obter ao criar o seu filho?

por Márcia Carneiro
O que o move ao criar o seu filho? Que objetivos de curto e longo prazo comandam as suas ações? Qual o resultado que quer alcançar? Talvez nunca tenha colocado a si própria estas questões de forma consciente, ou talvez sim, já o haja feito. Independentemente de ser consciente ou inconsciente, a realidade é que todos educamos os nossos filhos com um resultado em mente.

A experiência de nascer e renascer: estou grávida!

por Márcia Carneiro
Não me lembro de um único dia em que tivesse sentido verdadeiro prazer na gravidez. Quando não parecia um pesadelo ou uma vergonha (sim, para mim estar grávida fazia-me sentir envergonhada, embora sem saber porquê) afigurava-se simplesmente como surreal. Não, esta não era a minha vida, não era possível que estivesse a experienciar tal existência, será que já era hora de acordar?

O Poder da Prolactina: porque nunca me apeteceu atirar a minha filha pela janela?

por Márcia Carneiro
A razão pela qual eu nunca quis atirar a minha filha pela janela fora poderá ter sido bem simples. Poderá ter sido uma questão hormonal: o efeito da Prolactina, a hormona responsável pela produção de leite. Enquanto a mulher amamenta a Prolactina mantém-se alta, por isso, é também conhecida como a hormona da maternidade carinhosa, sendo responsável pelos instintos protetores maternais.

Pela minha filha cresci o que sempre tive medo de crescer

Hoje eu gosto de mim assim, com virtudes e defeitos, fraquezas e fortalezas. Hoje eu não tenho mais medo de sorrir, de chorar, de amar, de não gostar. Mas não foi fácil o caminho e escrevo-o porque quero um dia recordar onde estive, quem fui e que defesas me salvaram e posteriormente condenaram. O que mudou? Fui mãe.

Gostava que alguém me tivesse visto

por Márcia Carneiro
Não sei muito bem como começar este texto. Não tem início nem tem fim o que quero partilhar. É pessoal e ao mesmo tempo profissional. É uma dança, uma verdadeira dança, pelo que simplesmente me vou permitir bailar. Gostava que alguém me tivesse visto quando estava grávida. Verdadeiramente visto, perscrutado para além da armadura que usava como defesa e que recentemente aprendi a amar.

E se escolher uma escola para os nossos filhos nada tem a ver com a escola em si?

por Márcia Carneiro
O que eu queria era uma escola que me substituísse na educação da minha filha. A minha crença limitante é sempre a mesma “não sou suficientemente boa” e era ela que dava as cartas aqui também. Eu não me sentia capaz de criar uma criança emocionalmente saudável, e procurava uma ajuda, um apoio… mais, muito mais, alguém que o fizesse por mim fora de casa e me permitisse margem para errar dentro do lar.

Quando foi a última vez que me ofereci bondade?

por Márcia Carneiro
Hoje escrevo sobre Bondade. Hoje desafio-os a pararem por um momento e refletirem sobre a vossa capacidade de serem bondosos para com vocês mesmos. Para mim, descobri há já algum tempo, é algo extremamente poderoso. E totalmente contranatura.

Atirada ao chão

por Márcia Carneiro
Já houve momentos na vida em que me senti atirada ao chão, verdadeiramente arremessada, sem dó nem piedade, sem rede de segurança ou ponta onde me agarrar. Já existiram situações na minha história em que mergulhei no oceano profundo e convenci-me que me ia afogar. E foi nesses momentos que conheci a essência da vida.

A minha filha não é um projeto, é uma relação

por Márcia Carneiro
Eis o que mais me tem custado a aprender nestes quase quatro anos de maternidade: a minha filha não é um projeto, é uma relação. A minha filha não é um projeto de trabalho. A maternidade não é uma carreira profissional. Então porque crio objetivos de curto e longo prazo? Então porque é que vivo cada momento, cada interação com ela, tendo por base o ser humano que gostava que ela fosse?