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Conheça aqui o que ninguém lhe diz sobre a autossuperação

Quem já se atreveu a percorrer o caminho contraintuitivo da superação pessoal sabe que do outro lado há realmente um mundo novo repleto de tesouros e pedras preciosas impossíveis de alcançar de outra forma.

 

Quase todas as pessoas que enveredam por um caminho de autossuperação, seja ele espiritual, terapêutico ou tendo por base uma parentalidade consciente, possuem um ideal a alcançar, uma meta final que acreditam que fará toda a diferença na vida, sua e daqueles a quem mais amam.

O que a maioria desconhece é que a superação e resiliência não são ciências lineares, fórmulas matemáticas onde é possível prever o resultado final e conhecer as equações que nos irão desafiar.

Escolher superar as nossas limitações, escolher o caminho da resiliência, escolher transformar o que de mau nos aconteceu no que de melhor nos podia ter acontecido, implica escolher entrar numa caverna escura sem qualquer garantia do que nos espera do outro lado. Ou melhor, se esta escolha é feita com consciência, a única garantia que temos é que um dia vamos duvidar até da nossa própria sobrevivência.

Há luz do outro lado. Quem já se atreveu a percorrer o caminho contraintuitivo da superação pessoal sabe que do outro lado há realmente um mundo novo repleto de tesouros e pedras preciosas impossíveis de alcançar de outra forma.

E sabe igualmente que sentirá que irá morrer antes de ser capaz de renascer.

É nesse momento de viragem, nessa encruzilhada entre morte e vida, que reside o poder da superação. Esse é o teste limite. Quem o superar encontrará a liberdade. Quem falhar sentir-se-á para sempre aprisionado.

O derradeiro poder da autossuperação não está no resultado final, mas na escolha que fazemos quando encontramos a encruzilhada.

As mil perguntas de quem se depara com a encruzilhada da autossuperação: testemunho pessoal

Não gosto de quem sou. Não gosto da pessoa em quem me transformei. Tento separar quem sou do que sinto mas hoje não consigo, hoje não tenho sucesso.

Sinto-me paralisada no tempo e no espaço, presa a um passado que me define e de cujos condicionalismos não me consigo libertar.

Sinto-me paralisada na raiva e na impotência. Sinto-me a sufocar e não vejo qualquer saída deste estado, desta sensação corporal, deste aprisionamento emocional.

Não consigo deixar de me questionar:

Se eu abandonar qualquer ambição de que os outros me vejam e cuidem de mim, será que sobrevivo?

Se eu escolher testar as minhas crenças mais enraizadas, será que sobrevivo?

Se eu escolher abrir a minha alma a todos os medos e emoções que um dia reneguei, será que a minha filha sobrevive?

Como poderei eu ser uma mãe suficientemente boa e sentir que sufoco e morro em simultâneo?

Se eu escolher hibernar, o que restará quando eu acordar? O que sobreviverá?

Sinto que afasto toda a gente por medo de que ninguém fique se eu mostrar toda a confusão que me consome, toda a confusão que sou eu no presente.

Mas eu quero acolher essa confusão. Quero amá-la, acarinha-la, dar-lhe colo e permitir-lhe existir.

 

Quero acolher-me, amar-me, acarinhar-me, dar-me colo, permitir-me existir tal como sou, sem que nada precise de mudar.

Sinto-me aterrorizada com o que pode acontecer se eu não me recompuser com rapidez e voltar a funcionar, se eu não abandonar a minha intensa menina interior, que neste momento espolinha e grita descontrolada, em troca de um pouco de amor e aceitação do estranho mundo exterior a que estou vinculada.

Pergunto-me o que não vejo quando largo mãe da minha sempre presente híper vigilância para olhar para dentro e recuperar tudo o que um dia desonrei.

Será que um dia a minha filha será uma pessoa doente porque hoje também escolho cuidar de mim?

Será que o meu marido procurará amor e carinho noutra mulher porque hoje a sua dor não é a minha?

Será que os meus amigos me abandonarão porque não cumpro os requisitos mínimos do que deve ser uma vida social?

Será que sou a filha mais ingrata e egoísta que alguma vez existiu?

Podem parecer só estórias para si que me lê, puro entretimento da mente. Mas algumas destas estórias já foram realidades no meu passado.

Por isso sinto a encruzilhada com todo o seu poder, sinto o peso da escolha que me aprisiona e liberta uma vez mais.

Olho fixamente para o caminho menos percorrido e pergunto-me:

Será que tenho coragem?

Será que tenho coragem de te escolher galgar sem garantias de onde vou chegar?

E se a morte é o que me espera do outro lado?

Escolho a possível morte do caminho desconhecido ou a prisão perpétua do conhecido?

Será que tenho coragem de continuar a abrir a minha alma a tudo que um dia reneguei e finalmente descobrir o que é realmente perigoso e o que são só criações da mente?

Morte ou liberdade, o que me espera do outro lado? Atrevo-me a descobrir?

 

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