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O que é Psicologia Cognitiva e para que serve? Entenda neste post!

Ao longo da segunda metade do século XX, a terapia cognitiva foi incorporando elementos da terapia behaviorista e técnicas de meditação, transformando-se no tratamento de eleição para perturbações como a depressão e a ansiedade.

 

Este artigo integra-se numa série de posts sobre Psicologia e as suas principais correntes. Recordo que a Psicologia só se estabeleceu como disciplina científica por direito próprio nos finais do século XIX. E foi durante o século XX que assistimos ao seu florescimento e ao desenvolvimento dos seus principais ramos e movimentos.

Durante a primeira metade do século XX foram duas as correntes psicológicas que dominaram o pensamento dos cientistas da área: o behaviorismo (que se concentrava na teoria da aprendizagem) e a psicanálise (focado no desenvolvimento durante a primeira infância e no inconsciente).

Ambas as correntes mencionadas puseram de lado os processos mentais que tinham preocupado os psicólogos do século anterior: a consciência, a perceção ou a memória.

Em meados do século assistiu-se a um regresso ao estudo desses mesmos processos. Era o início da Psicologia Cognitiva, corrente influenciada pelo enfoque holístico dos psicólogos da Gestalt, que se debruçavam sob o tema da perceção.

As melhorias sofridas pelas comunicações durante a XX Guerra Mundial, a informática e as possibilidades abertas pela inteligência artificial, levaram a uma analogia que concebia o cérebro como um processador de informação, oferecendo aos psicólogos de então um modelo de estudo dos processos mentais (chamados “processos cognitivos” ou “cognição”).

Com base neste conceito inovador, desenvolveram-se teorias acerca de questões como a linguagem e sua aquisição, a resolução de problemas, a tomada de decisões, a motivação, a perceção, a atenção, a memória e o esquecimento.

 

A importância da Psicologia Cognitiva na atualidade

Paralelamente, os avanços na neurociência contribuíram para um melhor entendimento do cérebro e sistema nervoso, ao mesmo tempo que permitiram aos psicólogos cognitivos dar o salto entre inferir sobre os processos mentais (através da observação do comportamento) e a sua análise direta.  

Também a emoção foi cientificamente estudada por psicólogos cognitivos como Gordon H. Bower e Paul Eckman. Talvez pela primeira vez na história da humanidade.

Ao longo da segunda metade do século XX, a terapia cognitiva foi incorporando elementos da terapia behaviorista e técnicas de meditação, transformando-se no tratamento de eleição para perturbações como a depressão e a ansiedade.

Por fim, a terapia cognitiva e a terapia cognitivo-comportamental desembocaram em correntes como a Psicologia humanista ou positiva, que se focava muito mais na procura do bem-estar mental do que no simples tratamento de perturbações mentais.

No início do século XXI a terapia cognitiva constitui a corrente predominante e exerce uma forte influência sobre áreas como a economia, a educação e a neurociência.

 

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