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A minha missão como coach parental: Preparados para serem pais?

 

Quando nos tornamos pais não fazemos a mínima ideia do caminho que temos que percorrer. Ser pai ou ser mãe é a actividade mais importante que alguma vez realizaremos, mas é igualmente a que iniciamos pior preparados.

Talvez realizemos um curso de preparação para o parto, uns workshops sobre amamentação e, se muito dedicados, um curso de massagens para bebés. Talvez pratiquemos yoga, estudemos a fundo o assunto da criopreservação das células estaminais e, sem dúvida, que não descuramos nenhum ponto relativo ao enxoval do bebé.

Os mais preocupados até decidirão comprar um livro sobre bebés, de preferência bastante abrangente e de um qualquer pediatra bem conhecido.

Se fizerem tudo isso certamente que não é nada pouco e é sem dúvida muito mais do que eu alguma vez fiz.

Mas estarão, então, preparados para serem pais? Nem por sombras, nem um bocadinho.

 A verdade é que praticamente nada nos pode preparar para sermos pais. A não ser a forma como fomos criados. E aqui é para o bem e para o mal.

O meu objectivo como coach parental: ajudá-los a serem os pais que sempre desejaram

Ser pai, ser mãe é voltar a ser criança, é entrar de novo num mundo desconhecido, repleto de sensações tão deslumbrantes como desconcertantes e de infinitas novas lições para aprender.

Ser mãe, ser pai é reeducar-nos a nós próprios ao mesmo tempo que educamos os nossos filhos.

Ser pai, ser mãe é não podermos esconder-nos mais dos nossos medos, é ter a consciência de que só podemos levar os nossos filhos até onde já fomos e, para isso, estarmos cientes do que ainda precisamos de crescer.

O problema é que nada disso nos foi alguma vez explicado e, muitas vezes, nem sequer praticado connosco.

 

E assim, quando nos tornamos pais já perdemos a curiosidade característica da infância, já nem sequer somos capazes de a apreciar nos nossos próprios filho.

Sentimos, como adultos que somos, que já sabemos tudo, que pouco ou nada precisamos de aprender, que instintivamente saberemos o que fazer.

Mas a ciência há muito que demonstrou que o ser humano é muito mais um animal de comportamentos aprendidos do que um animal de instinto, e por muito que, por vezes, até tentemos fugir disso acabamos por educar os nossos filhos da mesma forma que os nossos pais nos educaram.

Ou então damos por nós a sentir-nos completamente perdidos, sem saber o que fazer para que os nossos descendentes nos obedeçam e atacando-os sem dó nem piedade, pois se “ao menos eles nos escutassem nós não teríamos de gritar com eles e a nossa vida seria muito mais simples”.

Mas ser pai e mãe não tem que ser frustrante, não tem que ser uma guerra constante entre a nossa vontade e a dos nossos filhos, não tem que envolver gritos, castigos e tentativas de manipulação.

A nossa relação com os nossos filhos pode e deve ser gratificante, saudável, pacífica, para nós e para eles.

A paz, a alegria, a cumplicidade com que tantos de nós sonhamos quando esperamos um filho não é uma utopia, não é um delírio de pais de primeira viagem, mas sim uma realidade perfeitamente alcançável. É possível criar um filho sem conflitos, sem termos de recorrer aos métodos tradicionais de disciplina. É possível e desejável, para nós e para eles.

É possível estabelecer limites e transmitir às nossas crianças tudo o que é necessário para um dia eles serem adultos felizes, empáticos, realizados, resilientes, autossuficientes, confiantes, passíveis de viverem em pleno e partilharem com o mundo as suas qualidades únicas e insubstituíveis, e tudo isto sem termos que “perder as estribeiras” ou perder o controlo.

Mas tal não é natural à maioria de nós pois não foi assim que fomos criados, pelo que tem que ser aprendido e, antes de mais, compreendido. É esse o meu caminho, é essa a minha missão, é esse o meu gratificante trabalho atual e é isso que quero aqui partilhar com vocês.

Não é fácil e muito menos linear, mas é certamente compensador e muito, muito gratificante.

 

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