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Porque tenho Enjoos Matinais quando estou grávida?

Vários cientistas são da opinião de que o enjoo oferece um mecanismo de proteção ao embrião que se começa a desenvolver. As repulsas que as futuras mães desenvolvem relativamente a determinados alimentos parecem estar diretamente relacionadas com os perigos que estes apresentam para o embrião.

 

Quase 3 em cada 4 grávidas sofre de náuseas nos primeiros 3 meses de gravidez. Embora só cerca de metade chegue ao ponto de vomitar, todas se questionam porque têm que suportar tal provocação num tempo que é suposto ser de alegria.

A indisposição experimentada pela mulher durante o primeiro trimestre de gestação, que em muitos casos dura o dia todo, é designada cientificamente por Náusea e Vómito na Gravidez (NVG).

Este desconforto tem sido exaustivamente estudado mas ainda não existe qualquer conclusão irrefutável quanto à sua causa e papel.

No entanto, há um consenso bastante generalizado de que as náuseas matinais possuem um papel bem positivo: o de proteger o feto. As mulheres que sofrem de enjoos matinais apresentam um risco muito menor de sofrer aborto.

O papel protetor dos Enjoos Matinais durante a gravidez

Sem dúvida que nenhuma gestante aprecia o desconforto dos enjoos matinais, que muitas vezes só são matinais de nome, permanecendo todo o dia. Mas eles fazem parte dos Desafios da Maternidade.

As náuseas iniciam-se normalmente na quinta semana de gestação, atingem o seu pico por volta das 11 semanas e tendem a desaparecer entre a décima quinta e a décima sexta.

A maioria das mulheres deixa de ser incomodada por este estado na segunda metade da gravidez, mas uma pequena percentagem continua a sofrer de náuseas durante os 9 meses de gestação.

Vários cientistas são da opinião de que o enjoo oferece um mecanismo de proteção ao embrião que se começa a desenvolver. As repulsas que as futuras mães desenvolvem relativamente a determinados alimentos parecem estar diretamente relacionadas com os perigos que estes apresentam para o embrião.

Assim como os desejos sentidos pela gestante aparentemente são um indicador das suas carências alimentares ou dos nutrientes cuja quantidade de ingestão precisa de aumentar.

 

No topo da lista dos alimentos comuns a que as grávidas costumam adquirir mais aversão encontram-se os vegetais (como os brócolos), o café, as carnes, as aves e os peixes.

Atualmente a repulsa por alimentos tão nutritivos pode não fazer qualquer sentido. Mas se pensarmos em termos evolutivos, o facto de as nossas grávidas antepassadas reduzirem o consumo de carnes potencialmente contaminadas com parasitas ou vegetais excessivamente fitoquímicos poderá ter permitido a sobrevivência dos seus embriões.

De igual forma, os desejos que as mães atuais parecem sentir por doces, amido, grãos, lacticínios, fruta e sumos de fruta poderá ser o resultado de um processo evolutivo que determinou uma preferência pelo consumo de alimentos seguros, nutritivos e ricos em calorias.

O que realmente sabemos é que os índices de aborto e morte à nascença são significativamente menores em mulheres que sofreram de enjoos matinais na gravidez.

Paralelamente parece existir, ainda, uma relação entre os enjoos dos primeiros meses e o peso dos bebés à nascença. Grávidas que sofrem de náuseas comem menos, aumentando menos de peso.

Isso poderia levar a pensar que os seus bebés apresentariam um menor peso à nascença e seriam menos saudáveis. Mas não é o que acontece.

O que se observa nas gestantes que engordam menos durante os primeiros meses é que há um aumento no tamanho da placenta, que fornece sangue ao feto, durante este período.

Assim que os enjoos terminam as mães aumentam a ingestão de alimentos (segundo e terceiro trimestre de gravidez). Os bebés não só recuperam da menor ingestão do primeiro trimestre, como recebem um fornecimento mais saudável de alimentos e oxigénio, consequência do trabalho de uma placenta de maiores dimensões.

 

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