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Educação dos filhos: Uma Reflexão sobre a Sabedoria Roubada

É premente reavaliarmos a forma como criámos os nossos filhos. É urgente questionarmo-nos porque educámos da forma como educámos, qual a raiz das nossas escolhas, a razão do nosso comportamento, a origem das nossas decisões.

 

Quanto mais aprendo sobre parentalidade, quanto mais pesquiso o que a ciência tem hoje para nos oferecer e quanto mais me perco e encontro no vasto mundo da espiritualidade, mais certezas eu tenho de que nascemos sábios.

A criança indefesa, que nada compreende sobre o funcionamento do mundo, que quando nasce nem se apercebe da sua individualidade, tem, no entanto, um entendimento de si mesma que muitos adultos buscam uma vida inteira: um íntimo e instintivo conhecimento das suas necessidades.

Mas porque não os sabe expressar de forma apropriada e porque a sua vulnerabilidade e dependência é imensa, o infante, incompreendido, acaba sempre por perder este conhecimento inato às mãos de quem mais lhe quer bem: os pais.

Num ciclo vicioso que não sei onde nem porque começou, numa estratégia da natureza que tem tanto de útil como de inadequada, aqueles que já perderem a sua sabedoria empreendem uma cruzada, inconsciente, para a remover daqueles a quem mais amam e nasceram abençoados, iluminados. A essa cruzada chamamos “Educação dos filhos“.

Educação dos filhos: um tema primordial para todos os Pais e Mães

É, portanto, premente reavaliarmos a forma como criámos os nossos filhos. É urgente questionarmo-nos porque educámos da forma como educámos, qual a raiz das nossas escolhas, a razão do nosso comportamento, a origem das nossas decisões.

 

E para isso precisamos de entender, de entrar em contacto íntimo com o que sentimos e o que necessitamos a cada segundo da nossa existência, pois se existe uma verdade no mundo é que tudo o que fazemos, dizemos, tentamos e até respiramos nesta vida é com o objetivo único de aplacar os nossos próprios desejos e anseios. Somos seres humanos, animais, está escrito nas nossas células, no nosso código genético.

É premente regressar às origens e recuperarmos o que nos foi roubado para, assim, não precisarmos de o roubar aos nossos filhos.

Mas aqueles de nós que já iniciaram a jornada cedo perceberam e aceitaram que este é talvez o caminho mais assustador, contraintuitivo e desestruturante que alguma vez podemos escolher percorrer.

E o mais libertador, para nós próprios, tenho esperança, mas principalmente para os nossos filhos, pois só quando conseguimos caminhar sobre estas brasas os libertámos de as receberem como herança.

 

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