logo-mundo-de-parentalidade

Como amamentar? Conheça agora a melhor dica para as Mães!

Amamentar é uma função fisiológica presente em todas as mulheres de todo o mundo. Mas o ato de amamentar é uma aprendizagem, tal como a capacidade de andar nas crianças.

 

Na atualidade a maioria das mães reconhece a importância de amamentar o seu filho e quer fazê-lo. Quer estejam bem ou mal informadas, todas procuram dicas para amamentar que garantam o seu sucesso.

No nosso país, em sintonia com o resto do mundo ocidental, assiste-se a um aumento das gestantes que manifestam a vontade de alimentar os seus bebés com leite materno.

Desejam atingir as metas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde: amamentação em exclusivo durante os primeiros 6 meses e em complemento com a alimentação sólida até aos 2 anos. Mas carecem de quem lhes dê conselhos sobre como perseverar na obtenção desses objetivos.

A dica certa no momento certo vale ouro. Neste caso, o sucesso da amamentação.

E na minha opinião, a melhor dica para amamentar com sucesso desde o primeiro momento é a seguinte: amamentar é natural mas implica aprendizagem.

Amamentar é uma função fisiológica presente em todas as mulheres de todo o mundo. Mas o ato de amamentar é uma aprendizagem, tal como a capacidade de andar nas crianças.

Todos os seres humanos nascem com o potencial de virem a caminhar sozinhos. E este potencial é realizado independentemente de a criança ser estimulada a isso ou não. Mas é também uma aprendizagem. Ninguém começa a caminhar na perfeição de um dia para o outro.

O mesmo se passa com a amamentação. Amamentar é natural a todas as mulheres, a natureza assim o determinou. Mas é também uma aprendizagem.

Pelo que é espectável que ocorram alguns percalços pelo caminho, principalmente no início. Faz parte do desenrolar normal do processo de amamentar. O truque é perceber isto mesmo. E por isso é também essa a melhor dica para amamentar.

Como amamentar? Este ato implica uma mudança de paradigma

Numa sociedade e cultura em que durante décadas predominou o uso de leite artificial, muito poucas mulheres cresceram a ver amamentar. Pelo que quando chega a hora de o realizar são muitas as dúvidas que se colocam e ainda mais os mitos que envolvem o aleitamento materno.

O sucesso da amamentação está diretamente relacionado com a forma como encaramos esta função fisiológica.

 

Se pensarmos que só algumas mulheres são capazes de amamentar, vamos duvidar da nossa capacidade para o fazer. O que é mais de meio caminho andado para o insucesso.

Por outro lado, se acreditarmos que amamentar é não só natural como instintivo, podemos cair no erro de acreditar que tudo ocorrerá de forma espontânea e isenta de percalços. E questionar tudo à primeira dificuldade.

Amamentar é uma aprendizagem e como tal requer um tempo de adaptação, de tentativa e erro. O desconhecimento desta realidade leva a que muitas mulheres optem por desistir ao fim de algumas quedas.

Na nossa cultura é muito frequente escutar alguém a dizer à recém mamã que se debate com dificuldades na amamentação: “Tu tentaste, deste o teu melhor. Talvez esteja na hora de desistir. Afinal é para isso que existe o leite artificial.”

Imaginem se fizéssemos o mesmo com uma criança que está a aprender a andar. Ela tentaria dar uns passos, cairia, voltaria a tentar e voltaria a cair. E então alguém diria “pronto, pronto meu menino. Tu deste o teu melhor. Agora talvez seja hora de desistires. É para isso que existem bengalas e cadeiras de rodas.”

Ridículo? Sim, completamente. Mas é isso mesmo que fazemos com as mulheres que se debatem com a amamentação.

Exagero meu? Não, de todo. Vivemos numa cultura que considera normal incentivar a puérpera a desistir da amamentação. E quem o faz, fá-lo sempre com a melhor das intenções, acreditando mesmo que é o melhor para aquela mãe naquele momento. É premente questionarmos este paradigma.

Não estou com isto a criticar quem escolha não amamentar. De todo.

Se uma gestante ou recém mamã tomar a decisão informada de que a melhor opção para si e a sua família é não amamentar eu serei a primeira a apoiar.

O que não concordo é com o influenciar alguém que tinha optado por o fazer a desistir. Nesses casos sou da opinião que o que essa mulher precisa é de apoio, alguém que acredite nela mesmo quando ela duvida, alguém que aplauda os seus esforços e progressos, a encoraje a continuar e, se necessário, a ajude a encontrar apoio especializado.

 

Share this article

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *